A borracha venceu.

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Então, é assim São Paulo, tudo acabou sendo um grande carnaval. Não há nada que me surpreenda mais do que o grande declínio dos ideais paulistas, o Gigante foi mais uma vez ludibriado. Sem chances para qualquer tipo de reação, não há nada mais triste que a morte de um ideal. Uma morte que dói intelectualmente, como a morte de um filho, doar uma pequena vida, uma pequena chance de mudança. É como a morte de um herói.

Como foi que aquele berro simplesmente calou? Como milhares viraram números assim assustadores, de tão baixos? Onde foi parar aquela faixa de gente? Onde estão aqueles números, um mar de gente que pintava as ruas com novas caras? Onde foram parar os milhões de uma segunda-feira de tempo agradável? A fanfarra, o samba, as vaias aos vendidos… Diga-me mais uma vez onde foi parar?

Os meus sonhos de um futuro mais limpo foram vendidos tão barato que eu nem acredito. Eu nem acredito. Cansados? De quê? Exploração? Corrupção? De lutar? De gritar? De andar? De dizer a verdade? Foi mais prático calar? Ceder? Migrar pra uma Zona Neutra? Onde é que ficou a blindagem de ideais, os que não podiam ser apagados com as tais balas de borrachas?

São tantos questionamentos, tantas questões, me dói à mente. Uma facada de alienação, uma ideologia na definição pura e bruta de K. Marx. Não há dúvidas de quê a Revolução do Vinagre é nada mais, nada menos do que fogo de palha.

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